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A moda do Piercing
Redação Portal Imbuí • 23/01/2006 - 13:29:18

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A moda agora é furar o corpo, o uso de piercing está se tornando cada vez mais popular entre a camada jovem da população brasileira. São vários os penduricalhos espalhados pelo corpo, que podem variar entre jóias de aço inox, titânio, acrílico, bioplástico, osso, madeira nos mais diferentes nomes banana bell, nostril, labret, captive, plug, mas popularmente conhecidos como alargadores.

Nomes que parecem estranhos para a maioria das pessoas, mas em stúdios de Body Piercing são nomes perfeitamente comuns.

É assim, que Anderson Mascarenhas, 24 anos, conhecido profissionalmente como Pirão, trabalha há seis anos como perfurador. Pirão é dono do Stúdio Dermopig, localizado no Centro Comercial Imbuí (CCI), e que já funciona há um ano.

Ao som de New Metal que dá o estilo ao ambiente, Pirão coloca um piercing em Eduardo Alves, 20, que já tem seis jóias espalhadas pelo corpo (um em cada mamilo, um nos lábios, um na mandíbula e um alargador em cada orelha).

O Portal Imbuí foi até o estúdio conferir mais uma aquisição de Eduardo, um piercing no nariz. “Faço mais pela curtição”, declara.

A vantagem da “curtição” é que o piercing diferente da tatuagem pode ser removido quando quiser. Pirão conta que muito cliente já o procurou para tirar a jóia, “porque a empresa onde trabalhavam não aceitava o uso de piercing”, disse.

Para Pirão, a discriminação ainda existe, principalmente por chefes mais conservadores. Para ele, a TV tem ajudado a reduzir o preconceito. “Muitos artistas estão usando piercing e tatuagens. Tem pessoas que trabalham em empresas e já são encaradas com naturalidade, mas infelizmente muitos chefes não encaram dessa forma”, diz.

Para a maioria dos adolescentes, fazer um piercing significa conquistar uma autonomia perante os pais, sendo uma maneira de expressar emoção, angústias, revoltas e estado de espírito.

Símbolo de rebeldia - O que um dia já foi símbolo de rebeldia, hoje está ganhando a cada dia, mais adeptos. Até 1990, o piercing era exclusividade dos punks, vistos com um olhar de preconceito. Hoje, a discriminação é menor e o acessório tornou-se tão popular quanto o brinco e faz o maior sucesso, principalmente entre os jovens da chamada tribo urbana.

O Body Piercing explica que a tradição de alguns países acabou se transformando em modismo. “A maioria das perfurações são antigas. Tem uma tribo indígena brasileira que confecciona jóias feitas da resina de uma árvore (timbeta-u) que é perfurado no lábio inferior em uma cerimônia significando a passagem dos garotos para a vida adulta”, conta.

As novidades - A novidade são os implantes de teflon (PTFE) que são colocados por debaixo da pele. “O piercing está seguindo uma vertente mais cirúrgica de modificação do corpo que também são copiados de algumas tribos. Só demos uma roupagem nova”, afirma.

Possuidor dessa “arte”, Pirão revela que ele mesmo colocou na sua coxa direita, “eu fui minha própria cobaia”, confessa.

“Cada um procura colocar por algum motivo, uns por modismo, outros por conhecer a história e saber o motivo de está fazendo, cada um na sua”, diz Pirão.

Cicatrização – O período de cicatrização do local em que é colocado o piercing varia de acordo com a área. No nariz demora cerca de dois meses a um ano; nos lábios, dois a quatro meses; na sobrancelha, de três a seis meses; no umbigo, de seis meses a um ano; no mamilo, de dois a quatro meses; nos órgãos sexuais, dois a três meses.

Rejeição - A rejeição ocorre em várias situações. Quando a perfuração é superficial, ela fecha com muita facilidade, expelindo o piercing. Pode haver rejeição também quando o tamanho, o material e o peso do piercing não são comportados pelo local do corpo escolhido para a perfuração. Além disso, a aplicação de produtos inadequados na época de cicatrização e a colocação de forma equivocada podem provocar a rejeição do piercing pelo organismo.

E um problema também, já que vários resolvem fazer a perfuração de modo caseiro e acabam por machucar o corpo. Além dessas dificuldades, muitos dos que fazem piercing ainda têm que enfrentar infecções, muitas vezes causadas por falta de cuidado e higiene no local.

“Sempre pergunto se a pessoa tem pressão baixa, diabete ou alergia a algum metal. Tudo isso pode influenciar na cicatrização, tenho que saber para poder orientar de acordo com a necessidade do cliente”, explica Pirão.

Quem quiser conferir o trabalho do Body Piercing é só acessar sua pagina na internet. www.fotolog.com/pirao_piercer ou www.fotolog.com/marionetnosganxo.

Contato pelo telefone (71) 34810323. Horário de funcionamento das 10h às 18h.



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