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Um comunicado oficial publicado na quarta-feira, 20, nos jornais de grande circulação da Bahia confirmou o que alunos do Colégio São Paulo já sabiam e comentavam desde outubro do ano passado. Foram encerradas as negociações em torno da aquisição completa do controle acionário do Colégio São Paulo pela Entidade Mantenedora do Anchieta.
O negócio, cujos valores não foram revelados, não significa mudança na filosofia de um dos colégios mais tradicionais do Estado, de acordo com sua nova diretoria. “Vamos manter a filosofia humanista do Colégio São Paulo em uma administração moderna, com foco nos resultados”, adianta o diretor técnico-pedagógico do Colégio Anchieta, João Bamberg.
Para resumir como será o colégio nos próximos anos, Bamberg manda um recado aos pais e ex-alunos. “Queremos resgatar o São Paulo de D. Jane, Enoch e Robson”, diz, referindo-se a antigos gestores do colégio.
Bamberg informa que não estava nos planos da diretoria do Anchieta a ideia de ampliação – o colégio conta hoje com 3,5 mil alunos: “Fizemos este esforço para garantir o funcionamento de um dos mais importantes colégios e patrimônio da educação da Bahia”.
Sem entrar em detalhes, o diretor conta que pretende fazer do São Paulo um colégio de alta qualidade técnica com “ambiente agradável, bem-estruturado e próprio para a convivência e o aprendizado”.
A atual diretora do Anchietinha Aquários, a orientadora educacional Maria do Socorro Mota Santos, será a nova diretora do São Paulo. Ela levará a experiência de 26 anos de trabalho no Anchieta. Conforme o setor de comunicação de ambos os colégios, não haverá alterações no nome, farda nem metodologia de ensino.
O presidente do Sindicato dos Donos de Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sindepe), Natálio Dantas, também confirma a informação e ressalta ainda que, ao conversar com as instituições, lhe foi garantido que não haveria desemprego, nem prejuízo para os estudantes. Natálio afirma que os estabelecimentos de ensino médio começam a seguir a tendência da fusão já presente no ensino superior.
No caso do Anchieta e do São Paulo, ele considera uma união positiva: “Os colégios têm metodologias semelhantes, e o São Paulo estava passando por dificuldade financeira, uma inadimplência grande. Então, é melhor se fundir com quem não está com problemas e não fechar as portas”.
Mercado - O presidente do Sindicato dos Economistas do Estado da Bahia, Olavo Bezerra Lemos, diz que a fusão das instituições segue uma tendência natural do capitalismo, de um processo de concentração no qual quem tem menos recursos disponíveis não consegue permanecer no mercado. “A demanda diminui e a gestão não responde por essa perda, uma vez que os custos crescem”, explica o economista.